Jantar de Natal n'A Feminina é isto

Estar na tuna é isto.

Isto de ir para o meio de Alfama com mil e uma trajadas (quando todos sabemos que a praxe já esteve mais famosa por aqui), para um jantar de Natal (em finais de Janeiro), marcar ponto de encontro às 13h30 e fazer um brunch (contra a própria definição) depois da hora de almoço.
Isto de fazer troca de prendas altamente aleatórias (e no meu caso, ganhar um “Quem és tu, Candi?” brutal – obrigada Barbie!), e rir muito durante o processo (e verificar um misterioso débito de croquetes da conta do “lanche”…).
Isto de matar a saudade de jogos entre caloiras, candidatas e veteranas, com modinhas e cadeiras à mistura (sem batotas, como de costume…); de começar um jogo de olhos vendados, na base da confiança e entreajuda, e voltar a abrir os olhos para descobrir que mais umas de nós se ausentaram para acabar a jornada de subir degraus na escada...

Esta foi uma noite especial e inesquecível para seis escadinhas que devido ao seu amor, empenho e entrega totais, receberam a Colher de Veteranas! A nós, enche-nos de orgulho saber que o futuro desta família está agora, também, nas vossas mãos. Muitos Parabéns Excelentíssimas Veteranas Galinha, Daniela, Fifas, Rute, Panda e Mareca!



Mas as novas colheres não foram as únicas a sentir o peso da responsabilidade acrescida: parabéns à SIC por ser agora a responsável dos instrumentos, ao Panda por comandar a sala da tuna, à Vilma, Pónei, Cá, Barbie, Adão, Princesa e Daniela por se tornarem oficialmente as novas guionistas do comité de interlúdios, ao Pónei pela tarefa de manter A Feminina em órbita nas malhas sociais do Facebook, e especialmente à Leo (um pouco em jeito de agradecimento), por ter entregue o seu bebé, o blog, com voto de confiança, às mãos de outra
pessoa.

Isto de ser da Tuna tem muito que se lhe diga. É coisa que todo o mundo vê mas só quem cá está, quem se envolve, aprecia, sente falta, entende.
Que em 2014 cada uma traga um pouco mais de si à Tuna (há que fazer valer o facto de sermos “mais de 50”), porque com um Jantar de Natal destes o ano já começou da melhor maneira.


A nova responsável de blog,
Irms
& Montada

A Feminina de regresso aos Açores para o X Ínsula!

Foi logo na 3ª feira que, de malas de porão despachadas (e todas dentro dos limites de peso, boa meninas!) e etiquetas a indicar destino PDL, A Feminina arrancou para os Açores, rumo ao ainda distante X Ínsula, que tinha por tema Broadway, a convite da Tuna Com Elas!
E quem diz que A Feminina são mais de 50 ficaria surpreendido ao ver chegar a Ponta Delgada apenas 15 marmanjas, com as suas malinhas e uns quantos estandartes fora de formato! Mas a Magíster da Tuna Com Elas, a Filipa, não se deixou enganar, sabendo que esta era apenas a 1ª fornada de muitas e muitas Femininas que viriam. Com pouco tempo, as caloiras rumaram ao Hiper para comprar o jantar (e é sabido que a comida de avião deixa a desejar) e o indispensável álcool, enquanto as veteranas faziam das suas, resultado: muitas peças de roupa trocadas depois, com som a bombar na cabine de DJ da sede dos escoteiros que nos serviria de casa para o resto da semana, a festa acabou por ficar por casa, com a presença do guia Araçal (han?! Aerossol??) e da Xana, da Tuna Com Elas.
Mesmo com as condições meteorológicas contra nós, nada ia impedir as meninas d’A Feminina de explorar Ponta Delgada, e mesmo debaixo de chuva, não parámos: centro histórico? Checks! Grutas do Carvão? Checks! Apanhar o mini-bus por 35 cêntimos? Checks! E chegada a outra metade da tuna, finalmente sair para conhecer a noite açoriana? Checks! A ladies night foi no "Sentado em Pé" e as mais resistentes tiveram oportunidade de dançar com a Legislatuna, acabada de chegar do Porto.
Já revelando números habituais, à altura da reputação, foram alugados 9 carros (sim, NOVE) e mais uma vez partimos à descoberta da ilha! Com as espectativas na Lagoa das 7 cidades, o pesar geral de encontrar uma paisagem branca (cortina de nevoeiro) só nos fez reorientar, e em muitas fotos capturámos o ilhéu, avistado de Vila Franca do Campo! Mais de uma hora, alguns kms de estrada filme de terror-like e muitos desencontros depois, voltámos a juntar-nos todas nas Furnas, e a curiosidade levou muitas a experimentar a super-férrea água azeda.
Chegada a 6ªfeira, comprometemo-nos a sair cedo (e 40 e tal é complicado!) para tentarmos mais uma vez a nossa sorte com a Lagoa das 7 Cidades antes do início do festival, e mais uma vez ela insistiu em não se revelar! Lançadas numa “Volta à Ilha em menos de um dia”, passeámos por Ribeira Grande, passámos por Rabo de Peixe e acabámos por ficar de molho nas águas quentes da Caldeira Velha, não faltaram as habituais fotos com as sempre presentes vacas!

Trajadas, carregadas de instrumentos e com o espírito no alto, fomos da sede em direcção à Câmara, onde, pedindo palmas e rasgando sorrisos, actuámos pela primeira vez, seguindo-se de um lanche com as tunas a concurso. A noite começou com jantar na cantina da Universidade dos Açores e acabou com muitos jogos Inter-tunas (que incluíram farinha, dança e, claro, muita música) no Bar do Pi.
No sábado, a manhã passou a correr  porque logo depois do almoço, na cantina, teria início o Passé-Ruas, que começou com a nossa interpretação do “Summer Nights” do musical Grease, o desafio proposto pela Tuna Com Elas, em que a Sic e a Evy fizeram (e bem!) brilhar, acompanhadas pelos seus devidos coros, as vozes em tons mais agudos e graves, brincadeira brindada com um Abelheira, o pontapé de saída para o resto do percurso espirituoso: acrobacias e folia no bar dos shots, bater recordes e maneio no bar náutico, imaginação (e alguma ajuda!) na prova dos famosos licores e por fim uma serenata em grande, pela nossa Joana Martins, aos guias, no Bar do Pi!
Depois da volta a casa para acertos e ensaios de última, e em ambiente relaxado pautado pela habitual ânsia pré-Palco, jantámos novamente na cantina, e daí, já munidas de todos os instrumentos, partimos para o Coliseu Micaelense, a sala de espectáculos que pelo resto da noite se transformou para receber uma gala à moda de Broadway, da qual tivemos o privilégio de fazer parte, e contribuímos com toda a nossa animação, empenho e até “pûles”: trouxemos connosco os “óscares” de Melhor Porta-Estandarte e Melhor Passé-Ruas, e também o prémio-Claquete que mais uma vez gerou uma invasão de palco ao som de “tu-tu-tu-tu-tu, Tuna mais tuna!!”, que nos deu ordem e desculpa perfeitas para ficar até altas horas a celebrar, novamente no Bar do Pi (com escala nuns cachorros quentes bem saciantes)!

O domingo, último dia d’A Feminina modo numeroso, foi passado em passeatas, mas desta vez por conta e plano das nossas anfitriãs, voltámos às Furnas, e tivemos como morada final o local onde, para nosso deleite (unicamente olfactivo), algumas panelas de cozido eram cozinhadas…e algumas Femininas, umas pela primeira vez e algumas repetentes, não resistiram a saltar para os buracos quentinhos! Levámos dali muita humidade (nem no último dia a meteorologia deu descanso a mais uma foto de tuna (já incompleta, porque algumas Femis voltaram para Lisboa em modo madrugador).
Para as resistentes, a noite de Domingo foi de arrumações (mais do que necessárias, por sinal!), limpezas e algum descanso, e a viagem de avião para Lisboa foi bastante menos animada do que a vinda…e bem mais silenciosa! Afinal há que poupar energias, porque para o ano é sem dúvida para repetir, e em Ponta Delgada tem de voltar a ouvir-se “dá um pûlee Feminina, dá um pûlee Feminina olé! Olé!”!
Irma


Trovas... Ah Saudade!


Depois de uma pausa chamada Verão, um recomeço chamado Tournée e um aquecimento chamado Recepção ao Caloiro, A Feminina abalou em força para Braga, para marcar presença no XVIII Trovas, desta vez com sabor a vintage, a convite da bidecenária Gatuna!

A (longa) viagem para Braga foi uma “corrida contra o tempo” ao som do Show da Feminina e eram poucas as que conseguiam deixar de pensar no jantar que se seguiria, no restaurante Panorâmico da Universidade do Minho, onde aí sim, um bocadinho atrasadas e com o dobro da intensidade sonora anunciámos a chegada da Hora do Show d’A Feminina… e o jantar não desiludiu! A pratos bem compostos (e repetidos) e copos bem cheios (e muitas vezes recarregados) somou-se muuuuito convívio, entre folia, ritmos de percussão, danças e, como não podia deixar de ser, muitos brindes!

Nem demos pelo tempo passar, e se a saída de Lisboa se fez (surpreendentemente) a horas, o mesmo não se pode dizer da chegada ao BA, que entre o andar desengonçado das nossas Candidatas (a) Chaplins, o transporte de tantos instrumentos-Caloiros e o pavonear das Ladies Veteranas da época, ficou adiada para altas horas da madrugada. E se tarde chegámos, mais tarde ainda saímos, mas durante o tempo que lá estivemos ainda demos um pezinho do que pensávamos ser Charleston (viríamos a descobrir no dia seguinte que não era bem assim) e tirámos a típica fotografia de grupo (dando ao fotógrafo-guia o grande desafio de enquadramento de nos apanhar a todas – desafio superado!).

Mesmo menos descansadas do que se tivéssemos efectivamente dormido o número de horas aconselhado, continuámos a fazer-nos soar até ao almoço, durante o almoço e depois deste, quando começou aquela que seria a tarde em que descobrimos que além de folionas, tínhamos joelhos perfeitos para o verdadeiro Charleston do workshop da Backstage e enquanto algumas demonstravam ter mãos perfeitas para o Cake Design, outras se ficavam pelo jeito para comer as obras de arte.

O nervoso miudinho que se vinha a acumular triplicou quando, no check som, a maioria se deparou pela primeira vez com a atmosfera de imponência e respeito imposta pelo Theatro Circo, mas nem isso impediu a animação (e barulho) de marcar presença no jantar, onde a ansiedade de muitas que subiam a palco em festival pela primeira vez crescia…e a de muitas ‘repetentes’ também! No aquecimento de vozes, a magíster usou as suas artes de Magikarp para dissipar algum do nervosismo, e antes de darmos por isso, passámos de estar em palco a saltar, tocar, cantar e encantar para os camarotes, onde assistimos às actuações da TFMUC e da Gatuna, e à entrega de prémios… as pandeiretas, com ajuda do resto da tuna, não falharam, e trouxemos connosco o prémio como prova!

Posto isto, era imperioso que “danificássemos a voz e cantássemos um pouco mais alto” (como quem diz, a plenos pulmões) para a noite bracarense, e foi o que fizemos, dando um verdadeiro início à noite. Horas mais tarde, na discoteca Sardinha Biba, a nossa magíster recebeu o seu primeiro bebé ao som de “tu-tu-tututu Tuna mais tuna!”.

Cansadas, algumas ressacadas, e certamente esfomeadas, o Mc’Donalds foi paragem obrigatória no domingo de manhã, antes de, sob chuva, deixarmos a cidade que nos acolheu no fim-de-semana com promessas de futuras visitas. Sempre ao som de “tu-tu-tututu tuna mais tuna!”, algumas aproveitaram o embalo da viagem para repor umas horas de sono, enquanto as resistentes captavam fotos das melhores Belas adormecidas…

De Braga trouxemos dois “Discos”, fotografias comprometedoras e memórias marcantes de belos momentos em mais um grande festival, o primeiro deste ano lectivo, mas também com a certeza de que nem o imenso cansaço (que insistiu em voltar connosco) nos impedirá de voltar lá: obrigada Gatuna, e que a próxima grande festa seja nos 21 anos!
 

 
 
Irma