III Sellium - Tomar 2007



Na Terra dos Templários, sob o Luar que cruza o Convento de Cristo, A Feminina vestiu o Traje negro para encantar as margens do Nabão. Entre o Maneio, a Noite de Farmácia e a peculiar Chamateia versão rítmica, a festa foi constante! Sorrisos à Solta, quem estava à volta não continha a vontade de se juntar à alegria que os instrumentos e as vozes já roufenhas proliferavam! Foram merecidas as lindas Serenatas que a V Comenda, grupo de Serenatas composto por elementos da Tuna Templária de Tomar, ofereceu às “donzelas” farmacêuticas que enternecidas ouviam, de capa traçada, bandolins e bandolas acompanhados das (lamechas!!) palavras apaixonadas dos “trovadores”.




E assim se fez o Fado d’A Feminina em Tomar: o Espírito imparável, a rebeldia, a irreverência, a alegria e a vontade de estar em palco e sermos unas espelhou-se nos prémios que trouxemos: melhor instrumental, melhor estandarte (grande Lidgy!!), Tuna + Tuna (gritado em palco por todas as Cavaleiras de Sellium, tuna anfitriã) e Melhores Pernas (prémio atribuído pelos espectaculares Guias (os nossos e os outros!!). Ficam ainda na memória as palavras daqueles que no segredaram aos ouvidos “vocês é que deviam ter ganho Melhor Tuna!”, “Foram as melhores!”… Obrigada a todos os Amigos de Tomar e às Cavaleiras pelo Grande Festival que nos proporcionaram! Esse sim é o verdadeiro prémio: estarmos juntas e fazermos aquilo que fazemos melhor – beber, tocar, cantar, beber!... Quero dizer com isto ESTAR JUNTAS E SERMOS UMA SÓ: SERMOS A FEMININA!


Noite de Serenatas 07 – Aveiro


Rumo ao Norte, A Feminina seguiu até Aveiro para o seu primeiro festival 07/08! A expectativa era muita… Para algumas meias roxas, era o primeiro festival, para outras, foi a primeira subida ao palco como Vet! O ambiente vivido no Festival, junto com a TFEUP, a Gatuna, a Tuna Maria e a Tuna Feminina da Católica do Porto, foi espectacular! Muita música, animação e grande espírito se partilhou entre as Tunas.

Lá fomos, no autocarro do Sr. Rodolfo (vulgo, Sr. Roberto), já com um nervoso miudinho da noite que se aproximava! Grande Noite de Fados! Foi ao som de Barco Negro e Menino do Bairro Negro que a Salomé e a Rita Blue silenciaram quem assistia estupefacto à actuação das suas lindas vozes! E para aquecer a noite, umas castanhas assadas e uma noite no bar da Universidade de Aveiro. Uma noite onde a peculiar criatividade das nossas Candidatas a Femininas mais uma vez surpreendeu…

Tarde de Jogos Tradicionais (e outros!) não podia correr melhor! Ganhámos Jogo do Stop, duas equipas vencedoras na Sueca, uma boa apanha bolas e o Jogo das Cadeiras teve de acabar mais cedo porque derrotámos toda a gente, ao ponto de ficarem apenas em jogo as nossas meias roxas!!! Ah sim… ainda marcámos uns pontos no Bowling, né Beza??

Enfim! A Tarde animada pela boa disposição da nossa Tuninha!!!

Dali voámos para o Palco do Auditório da Universidade de Aveiro! Vai Tuna!!!! A emoção foi inexplicável! Estarmos juntas em palco é sem dúvida um momento que devemos sempre guardar na memória, para nos dar força para que continuemos a Crescer! Viva o double FRI! =p

Tuna mais Tuna.

Melhor Tuna.

Palavras para quê?

Por tudo, obrigada Aveiro!

… A Tuninha quando passa com o Traje negro p’ra lá!...

5º Encontro Nacional de Tunos – 12-14 Out 2007

Foi num ambiente de alegria que “A Feminina” marcou presença no 5º ENT, este ano organizado pela Tusófona, tuna da Universidade Lusófona de Lisboa.
Embora a nossa expectativa fosse de uma adesão muito superior à que encontrámos (tendo em conta que foi o primeiro ENT realizado em Lisboa), este encontro prometia ser para recordar durante muito tempo.

Tudo começou na tarde de 6ª feira, com o afinar do paladar numa aula de degustação e prova científica de vinhos orientada pelo tão conceituado crítico João Paulo Martins. Enquanto saboreávamos os diversos vinhos que vinham ter ao nosso copo, fomos ouvindo falar de todo o seu processo de conserva e envelhecimento, até este chegar às nossas mesas. Mais umas garrafinhas, e tínhamos ficado experts no assunto! Pelos muitos comentários que fomos ouvindo no decorrer do encontro, a noite foi cheia de animação. Não fomos a tempo de assistir a uma noite de fados, que todos dizem ter sido fantástica, mas ainda demos um saltinho ao Real República de Coimbra, no Parque das Nações. E porque o ambiente era de Farmácia, pois as tunas lá cruzaram os caminhos, a noite foi de um Espírito Académico à altura dos presentes! Em grande!

Após uma noite longa, a manhã de Sábado teve obviamente (e vá-se lá saber porquê!) uma fraca adesão, no entanto a tarde reservou-nos momentos de grande debate e alguns momentos mais acesos durante algumas conferências. Entre outros, foram discutidos temas como:
“Tunas Académicas e Universitárias, Estudantinas, Grupos Académicos Musicais, Tunas de Cidade, Orfeãos, Grupos de Cantares…”
– Diferenças, conceitos, objectivos e origens;
“A importância do uso rigoroso do Traje Académico/Universitário e do Traje da Tuna” – usos indevidos, desvios, personalizações incongruentes e efeitos negativos que destes advêm;
“A constituição de uma Federação Nacional de Tunas Académicas/Universitárias – prós e contras? “
– Enquadramento Académico, viabilidade e fundamentação.

A noite foi reservada a uma não menos polémica tertúlia, nas agradáveis instalações do Estádio Universitário da Universidade de Lisboa.
O ambiente que fervilhada depois dos acesos debates da tarde deu aso a um debate aberto, onde se discutiu a “ Ética Tunante – do membro Tuno, ao grupo Tuna ”. Fez-se uma reflexão sobre as posturas e padrões de comportamento desejáveis e desejadas interna e externamente ao movimento tunante. Da conversa surgiram grandes trocas de experiências e vivências entre tunos, mais e menos maduros, de iguais ou diferentes opiniões, deixando, cada um, vir ao de cima aquilo em que acredita. A noite acabou ao som de muitos acordes, guitarradas e cantorias, muitas conversas e alguns copos que por si só mostraram o Espírito Tunante que ali se respirava.


No Domingo, a manhã foi dedicada primeiro à oficina de execução musical (instrumentos) e depois à oficina de técnica vocal. Foram horas que renderam, já que por um lado saímos de lá a conhecer melhor o nosso instrumento e cheias de vontade de progredir, e, por outro, ouvimos sábios conselhos e aprendemos os melhores truques para cuidar das nossas cordas vocais que saem tantas vezes prejudicadas.


Depois de uma horinha de descanso, e confortadas com uma óptima feijoada, a tarde continuou com mais uma oficina, desta vez de direcção artística, dada por ensaiadores e produtores. Entre muitos assuntos, debateu-se a organização da tuna em palco, quer estética, quer técnica, bem como questões de cariz musical mais indicado para os ensaiadores presentes.


Chegámos assim ao final do nosso primeiro ENT com a sensação de uns dias bem passados e melhor ainda, com vontade de fazer mais e melhor neste fantástico mundo que é a TUNA e para nós que é “A FEMININA”.